“Estamos sendo abatidos como animais”, denunciam pastores perseguidos
03/12/2018 11:53 em Novidades

“A devastação em termos de vidas perdidas e a destruição de propriedade é inimaginável. Milhares de cristãos, pastores e membros de igrejas, foram mortos a sangue frio, abatidos como animais ou queimados até a morte. Suas casas e empresas foram queimadas ou saqueadas e as fazendas foram destruídas”, disse ele, assegurando que são anos de sofrimento.

Milhares de outros cristãos foram deslocados dentro do país ou fugiram para nações vizinhas, desde o início de 2018, enquanto o governo nigeriano não toma providências efetivas para proteger seus cidadãos.

“A narrativa é que essas pessoas são mortas por desconhecidos, ou que é um conflito étnico entre agricultores e pastores de gado da etnia fulani”, disse Datiri em seu relatório. “Todas estas versões são enganosas e deliberadamente criadas para esconder a verdade e continuar a perpetrar o mal.”

O pastor Datiri lembra que depois dos ataques muitas igrejas são destruídas, o que não faria sentido se fosse apenas uma questão tribal. “O modo de operação em todos esses ataques, como testemunham os sobreviventes, não nos deixa dúvida do uso de armamentos militares das milícias Fulani”, ressaltou.

Como prova, ele apontou para imagens de militantes empunhando armas sofisticadas, incluindo rifles AK-47, metralhadoras e granadas, que foram usados para matar cristãos desarmados.

No relatório entregue ao presidente Buhari, Datiri apontou ainda que até 38.000 cristãos foram forçados a fugir para campos de deslocados, com 30 igrejas e 4.436 casas cristãs destruídas no estado, todas no espaço de meio ano.

Emeka Umeagbalasi, presidente da Sociedade Internacional de Liberdades Civis e Estado de Direito, disse ao The Christian Post que o governo e muitas agências de notícias estão divulgando uma narrativa falsa e que o mundo não sabe o que ocorre na Nigéria.

Ele diz que se negam toda as evidências que a motivação religiosa, uma vez que o grande percentual das vítimas serem cristãos mortos, e que as igrejas foram transformadas em mesquitas pelos invasores. “Quantos agricultores muçulmanos estão sendo mortos pelos pastores de gado Fulani? Quantos lares muçulmanos foram destruídos ou queimados? A resposta é nenhum. Não gostamos de usar o termo ‘pastores Fulani’, gostamos de usar ‘jihadistas fulani’, pois é isso que eles são.”

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